“Aqueles que em pleno século XXI, insistem em ressuscitar o conceito de raça e em criar legislações baseadas na premissa de que eles merecem tratamento diferenciado pelo Estado devem ser contidos em suas ações e pretensões, sob pena de incitarem em algum momento do futuro, processos odiosos que não podem ser aceitos pela humanidade”.
Esse trecho de um artigo do então governador do Estado de São Paulo, José Serra, publicado na Folha de São Paulo em 24 de março de 2009, nos mostra bem o que pensa o candidato do PSDB/DEM, sobre as políticas de promoção da igualdade racial implementadas pelo governo Lula.
Em se tratando da questão racial, o candidato Serra está unido a um grupo de intelectuais conservadores que sempre nos alertam sobre o “risco da racialização” das relações sociais do Brasil. Tem ainda, como um dos coordenadores de sua campanha o ex-secretario de Relações Institucionais no Governo de São Paulo, José Henrique Reis Lobo, conhecido pela infeliz afirmação feita no ano passado, de que “ações afirmativas para negros só em 500 anos”, provocando, inclusive, a saída de vários tucanos negros do seu partido.
Há um verdadeiro estelionato intelectual no trato de uma questão que deve ser analisada a partir da história do nosso país, da realidade a que está submetida a população negra no Brasil.
Somos 50,6% da população brasileira, 64% dos pobres e 70% dos indigentes brasileiros são negros. A discriminação racial e o preconceito ampliam as desigualdades sociais porque são reforçados pelo racismo, pelo machismo e a homofobia.
Felizmente, estamos suficientemente maduros para discutir as transformações ocorridas nos últimos 08 anos. Basta não perdermos de vista que o objetivo não é dividir, mas integrar.
Foi graças ao governo Lula que nós, negras e negros brasileiros passamos a ser tratados com respeito e que políticas públicas afirmativas foram implementadas no intuito de diminuir as desigualdades sócio-raciais em nosso país.
Nesses 08 anos de governo Lula dá-se o fortalecimento das políticas para a promoção da igualdade racial, com as seguintes ações: sancionou a Lei 10.639 que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio de todo o país, criou a SEPPIR-Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, visando à construção de uma efetiva política de governo para o combate ao racismo e promoção da igualdade racial, hoje transformada em Ministério; sancionou a Lei 11.645, estabelecendo as diretrizes e bases da educação nacional, incluindo o ensino da história e cultura indígena, na rede oficial de ensino.
Tivemos ainda os programas Brasil Quilombola, Luz para Todos, Programa Nacional de Saúde da População Negra, Prouni, Projeto Cidadão, estabelecemos o Dia Nacional do Cigano comemorado em 24 de maio e o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa comemorado em 21 de janeiro. Aprovamos o Estatuto da Igualdade Racial, a primeira lei desde a abolição, criada com o objetivo de possibilitar o acesso de negras e negros aos bens culturais, econômicos e sociais em igualdade de oportunidades.
Tivemos ainda, 02 Conferências Nacionais de Promoção da Igualdade Racial onde nós, religiosos negras e negros, juntamente com nossos irmãos indígenas, ciganos, muçulmanos, judeus, ateus e budistas fomos protagonistas, levando nossos anseios, críticas e sugestões para que novas políticas de promoção da igualdade racial fossem conduzidas pelo governo Lula.
Dilma é a única candidata comprometida com a manutenção do Ministério da Igualdade Racial, com a titulação das terras quilombolas, o Prouni e o Estatuto da Igualdade Racial. Dilma presidente é a garantia à vida digna e à liberdade, inclusive de cada um professar sua fé e religiosidade!
A eleição de Dilma Russeff representa o avanço na construção de um Estado democrático, com soberania nacional, laico e sem racismo!
Votamos Dilma presidente para barrar o projeto conservador e intolerante!
Votamos Dilma presidente em defesa de uma educação não-racista, igualitária e inclusiva! Votamos Dilma presidente, pois defendemos um Estado laico, que respeite todas as religiões, mas que não seja controlado por nenhuma delas!
Votamos Dilma presidente para defender as conquistas sociais que já tivemos nos 8 anos do Governo Lula, sem retrocesso!
Votamos Dilma presidente pela garantia e o compromisso com o fim do racismo, do sexismo, da homofobia!
Nós, religiosas e religiosos da religião de Matriz Africana e Afro-brasileira (candomblé e umbanda), cristãos (católicos e evangélicos), judeus e muçulmanos, dentre outras, acreditamos que somente com a eleição de Dilma presidente, nossas conquistas terão continuidade.
Dilma presidente é a única que nos garantirá a consolidação da laicidade como instrumento de valorização humanitária, desprovida de “pré-conceitos” e com a afirmação do avanço no diálogo inter-religioso e da Promoção da Igualdade Racial!
POR TUDO ISSO, VOTAMOS DILMA PRESIDENTE!
São Paulo, 21 de outubro de 2010.
Comitê Inter Religioso Pró Dilma para a Igualdade Racial
Esse trecho de um artigo do então governador do Estado de São Paulo, José Serra, publicado na Folha de São Paulo em 24 de março de 2009, nos mostra bem o que pensa o candidato do PSDB/DEM, sobre as políticas de promoção da igualdade racial implementadas pelo governo Lula.
Em se tratando da questão racial, o candidato Serra está unido a um grupo de intelectuais conservadores que sempre nos alertam sobre o “risco da racialização” das relações sociais do Brasil. Tem ainda, como um dos coordenadores de sua campanha o ex-secretario de Relações Institucionais no Governo de São Paulo, José Henrique Reis Lobo, conhecido pela infeliz afirmação feita no ano passado, de que “ações afirmativas para negros só em 500 anos”, provocando, inclusive, a saída de vários tucanos negros do seu partido.
Há um verdadeiro estelionato intelectual no trato de uma questão que deve ser analisada a partir da história do nosso país, da realidade a que está submetida a população negra no Brasil.
Somos 50,6% da população brasileira, 64% dos pobres e 70% dos indigentes brasileiros são negros. A discriminação racial e o preconceito ampliam as desigualdades sociais porque são reforçados pelo racismo, pelo machismo e a homofobia.
Felizmente, estamos suficientemente maduros para discutir as transformações ocorridas nos últimos 08 anos. Basta não perdermos de vista que o objetivo não é dividir, mas integrar.
Foi graças ao governo Lula que nós, negras e negros brasileiros passamos a ser tratados com respeito e que políticas públicas afirmativas foram implementadas no intuito de diminuir as desigualdades sócio-raciais em nosso país.
Nesses 08 anos de governo Lula dá-se o fortalecimento das políticas para a promoção da igualdade racial, com as seguintes ações: sancionou a Lei 10.639 que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio de todo o país, criou a SEPPIR-Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, visando à construção de uma efetiva política de governo para o combate ao racismo e promoção da igualdade racial, hoje transformada em Ministério; sancionou a Lei 11.645, estabelecendo as diretrizes e bases da educação nacional, incluindo o ensino da história e cultura indígena, na rede oficial de ensino.
Tivemos ainda os programas Brasil Quilombola, Luz para Todos, Programa Nacional de Saúde da População Negra, Prouni, Projeto Cidadão, estabelecemos o Dia Nacional do Cigano comemorado em 24 de maio e o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa comemorado em 21 de janeiro. Aprovamos o Estatuto da Igualdade Racial, a primeira lei desde a abolição, criada com o objetivo de possibilitar o acesso de negras e negros aos bens culturais, econômicos e sociais em igualdade de oportunidades.
Tivemos ainda, 02 Conferências Nacionais de Promoção da Igualdade Racial onde nós, religiosos negras e negros, juntamente com nossos irmãos indígenas, ciganos, muçulmanos, judeus, ateus e budistas fomos protagonistas, levando nossos anseios, críticas e sugestões para que novas políticas de promoção da igualdade racial fossem conduzidas pelo governo Lula.
Dilma é a única candidata comprometida com a manutenção do Ministério da Igualdade Racial, com a titulação das terras quilombolas, o Prouni e o Estatuto da Igualdade Racial. Dilma presidente é a garantia à vida digna e à liberdade, inclusive de cada um professar sua fé e religiosidade!
A eleição de Dilma Russeff representa o avanço na construção de um Estado democrático, com soberania nacional, laico e sem racismo!
Votamos Dilma presidente para barrar o projeto conservador e intolerante!
Votamos Dilma presidente em defesa de uma educação não-racista, igualitária e inclusiva! Votamos Dilma presidente, pois defendemos um Estado laico, que respeite todas as religiões, mas que não seja controlado por nenhuma delas!
Votamos Dilma presidente para defender as conquistas sociais que já tivemos nos 8 anos do Governo Lula, sem retrocesso!
Votamos Dilma presidente pela garantia e o compromisso com o fim do racismo, do sexismo, da homofobia!
Nós, religiosas e religiosos da religião de Matriz Africana e Afro-brasileira (candomblé e umbanda), cristãos (católicos e evangélicos), judeus e muçulmanos, dentre outras, acreditamos que somente com a eleição de Dilma presidente, nossas conquistas terão continuidade.
Dilma presidente é a única que nos garantirá a consolidação da laicidade como instrumento de valorização humanitária, desprovida de “pré-conceitos” e com a afirmação do avanço no diálogo inter-religioso e da Promoção da Igualdade Racial!
POR TUDO ISSO, VOTAMOS DILMA PRESIDENTE!
São Paulo, 21 de outubro de 2010.
Comitê Inter Religioso Pró Dilma para a Igualdade Racial
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